A crise que temos no mundo hoje é uma crise de relacionamento.
Compreender a interseção entre a mente e as mudanças climáticas mostra que as crises de sustentabilidade estão intrinsecamente relacionadas à forma como nos relacionamos conosco mesmos, com os outros e com o meio ambiente.
Os seres humanos possuem a capacidade de estabelecer uma conexão consciente profunda conosco mesmos, com os outros e com a natureza.
Mas, em nosso panorama institucional e político atual, as qualidades que servem a essas relações são frequentemente despriorizadas, subdesenvolvidas e negligenciadas.
A mudança climática é um dos sintomas de uma crise interna, uma crise de relacionamento, que está intrinsecamente ligada a outros desafios sociais, como injustiça, pobreza, doenças mentais e conflitos sociopolíticos.
As mudanças climáticas e outros desafios de sustentabilidade são o resultado da mentalidade de separação da sociedade moderna, que assume que estamos todos separados uns dos outros e separados do resto do mundo.
Queremos sair por aí e consertar as coisas apenas implementando mais tecnologia. Mas não podemos resolver os problemas com a mesma mentalidade que, na verdade, criou esses problemas.
Devemos examinar como internalizamos mensagens culturais profundas de separação, superioridade e instrumentalização, e desenvolver abordagens alternativas baseadas em um senso de interconectividade.
Precisamos descolonizar nossas mentes.